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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pausa na sesta

No fim de semana passado, aproveitando uns raios de sol mais quentes, eis que as tartarugas acordam do sono profundo e algumas saem mesmo da água e vêm-se aquecer um pouco, a mais velha até deu uma voltinha para esticar um pouco as pernas.
















Ainda assim, só mesmo as maiores é que saem do lago, as mais novas, andam ali na tona da água, mas nada de aventurarem cá fora.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Manutenção do espaço II - Adeus Gilbardeira

Esta semana resolvi fazer alguma manutenção e modificações que achava necessárias no terrário. O espaço tem várias plantas e relva e como qualquer jardim precisa de cuidados. Desde logo retirar os troncos e tratar da relva, cortar, mondar e arejar, e já o fiz um pouco tarde, deveria ter sido feito em outubro e não agora que já começaram a cair as primeiras geadas, mas ficou feito. Agora está com algum mau aspeto mas quando regressar a primavera, rapidamente ficará bonita de novo.


Ao cato cortei-lhe um grande rebento que estava a crescer para o lado do lago e que estorvava a passagem, e como tem imensos picos, ao mínimo descuido era uma chatice. 

Mas a mudança mais evidente foi ter decidido arrancar a gilbardeira, a planta-fetiche da tartaruga maior que gostava de a trepar e depois atirava-se lá do outro e aterrava no chão. Mas não decidi arrancá-la por esse motivo. Decidi arrancá-la porque cresceu imenso, além de ter mais de um metro de altura, tinha também cerca de um metro de largura, e iria sempre continuar a crescer a alargar mais e mais, provocando alguma sombra no lago, sendo mais evidente agora nesta altura do ano, porque devido ao movimento da Terra, o sol aparece mais baixo no horizonte, fazendo ainda mais sombra no lago.
Antes como estava o espaço
Trabalhos para arrancar a gilbardeira

Após ter arracado a gilbardeira fiquei um pouco indeciso sobre o que fazer naquele espaço. Poderia ali plantar outras plantas que tenho, como yuccas, cycas, etc. Mas após refletir um pouco acabei por plantar uma outra gilbardeira, mas esta, uma fêmea que dá frutos e aquelas bolas vermelhas dão sempre um outro colorido nesta altura do ano. Aproveitei também para a plantar centrada no espaço, pois quando o lago ali foi colocado, as plantas já lá estavam. A diferença é abissal, espero que esta planta possa crescer, mas entretanto durante alguns anos o lago terá muito mais sol direto enquanto este não se esconde por detrás das heras.

Novo visual com a nova planta

Em detalhe a nova gilbardeira plantada no espaço

Vista geral do espaço depois dos trabalhos efetuados

Nortada gélida

Os anos não são todos iguais, e este ano brindou-nos com um novembro com temperaturas abaixo do que seria normal para esta altura acrescido de uma nortada gélida. Em resultado disso as tartarugas fazem uma uma economia de esforço e limitam a sua atividade ao mínimo, mantendo-se na maior parte do tempo no fundo do lago, na maior parte das vezes todas juntas e algumas vezes umas em cima das outras. 





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Acentuado arrefecimento

Uma semana depois do verão São Martinho as temperaturas começaram a descer, estando agora as mínimas abaixo dos cinco graus. Como resultado as saídas de água cessaram e as tartarugas mostram-se agora unicamente pondo a cabeça de fora.



terça-feira, 12 de novembro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tomar fôlego

No mês passado deixei aqui a minha dúvida sobre afirmar-se que quando as tartarugas abrem a boca trata-se de um bocejo. Eu mantenho a minha opinião, acho que não tem nada a ver com sonolência mas com outra coisa qualquer, o mais correto no meu modesto entender seria dizer-se que a tartaruga está a "tomar fôlego".

No video que recolhi hoje, onde desta vez até se pode ver que a tartaruga primeiro abre ligeiramente a boca, e só depois a abre completamente como se estivesse a inspirar para encher os pulmões de ar. Normalmente isto não acontece, é um reflexo muito rápido, que demora um ou dois segundos, mas também como disse anteriormente, por norma consegue-se prever que elas o vão fazer, e é precisamente por observar os sinais que dão que o vão fazer, que consigo recolher fotografias, e hoje até fiz um vídeo.


sábado, 5 de outubro de 2013

Sexo no lago

Já anteriormente tinha falado do pequeno macho que por vezes parecia andar com as hormonas aos saltos, mas pensei para mim que ainda seria uma espécie de "brincar aos médicos" até porque ele só este ano fez cinco anos. 

Ele tem muito por onde escolher, é um macho entre quatro fêmeas, mas sempre o vi muito interessado na tartaruga mais velha, que adotei há um ano e terá agora vinte e quatro anos de idade.

Mas hoje quando cheguei a casa depois de ter ido fazer uns quilómetros de bicicleta, fui espreitar ao lago como estavam as coisas, e primeiro apanhei um susto, pois vi o macho meio virado ao contrário numa posição que não é de todo natural, mas após uma observação mais de perto não havia dúvidas, ele estava preso à tartaruga mais velha. Fui de imediato buscar a câmara mas não deu para muitas fotografias pois a minha presença deve ter perturbado o macho e momentos depois foi cada um para seu lado. 
De qualquer das forma aqui fica o registo do acasalamento entre um macho de cinco anos e uma fêmea de vinte e quatro!






quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Bem-vindo outono!

Entretanto o outono chegou e trouxe com ele a chuva e temperaturas mais amenas com as mínimas a baixar dos 15º.  Com a chuva forte dos últimos dias aproveitei para vazar o lago, e lava-lo bem, e voltar a enchê-lo com água da chuva, afinal são 500L a menos na conta da água no fim do mês!

Este abaixamento da temperatura tem consequências imediatas na postura das tartarugas, tornam-se mais lentas, o apetite e a voracidade diminuem. De qualquer das formas, sempre que o sol se mostra por entre as nuvens, elas não perdem a oportunidade para se aquecerem.







sábado, 14 de setembro de 2013

A lei

- Ter Trachemys em casa é uma coisa horrível não é professor?
É.
- Mas eu poderia fazê-lo?
Podias.
- E o que é que me acontecia?
Nada!
- Mas eu estava a ir contra a lei!
Estavas.
- Mas como é que a lei me punia?
De maneira nenhuma!
- Mas isso não é um bocadinho incoerente?
Shuu! Ter Trachemys em casa é proibido.
Mas pode-se ter.
Só que é proibido!
Que é que acontece a quem tem?
Nada!

- Então posso comprar uma Trachemys para ter em casa?
Podes.
- Mas não é proibido?
É.
E o que é que me acontece?
Nada!

(Adaptação da rábula do Gato Fedorento sobre a opinião incoerente do comentador Marcelo sobre o referendo do aborto)

sábado, 7 de setembro de 2013

Tartaruga abre a boca - Bocejo ou não?

Quem segue o blogue sabe que de tempos a tempos gosto de colocar fotografias com as tartarugas com a boca aberta. É algo que ocorre muito rapidamente, coisa de um segundo talvez, daí que seja precisa muita paciência para capturar esse momento.

Sempre que leio sobre isso as pessoas referem-no como sendo um bocejo. Eu ainda não muito convencido disso. Quando alguém boceja, seja um humano ou outro animal, abre a boca muito lentamente, normalmente até estica o corpo e fecha os olhos, como se logo a seguir fosse cair para o lado e adormecer.

O fenómeno que observo nas tartarugas é quase como se estivessem entaladas, primeiro baixam a cabeça (e é nesse momento que lhes aponto logo a câmara!) e só depois sim abrem a boca. Não sei, talvez seja mesmo bocejo, mas ainda não estou totalmente convencido.

Depois também é interessante que, como sabemos, o bocejo é contagioso tanto nos humanos como nos animais, mas esse facto segundo especialistas só acontece nos animais que têm a capacidade de se reconhecer ao espelho. E no caso, quando uma tartaruga abre a boca mais nenhuma o faz.

Mas seja lá o que for, hoje consegui mais duas fotografias da troosti a abrir a boca.







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Preservar a carapaça

Passou agora meio ano que encontrei a corcunda morta. Depois do choque inicial que é encontrar, sem nada que o fizesse prever, uma tartaruga a boiar no lago, surge a questão - que fazer com o corpo do animal? Com qualquer outro animal enterra-se e temos o problema resolvido. Com uma tartaruga existe sempre a possibilidade de se conservar a carapaça.

Não pensei muito e resolvi colocá-la numa pequena pilha de composto já curtido que estava debaixo de uma laranjeira que estava pronto para utilizar quando precisasse. Mas já há uns meses quando retirei grande parte de uma pilha encostada ao sítio onde estava a tartaruga, apercebi-me que fiz asneira em deixar o composto já curtido ali tanto tempo. As raízes da laranjeira tinham subido e estavam-se já a alimentar daquele adubo orgânico.

Ontem, cerca de seis meses depois de a ter enterrado, qual arqueólogo, resolvi começar a escavar cautelosamente para tentar encontrar os restos mortais da corcunda e ver em que estado estariam a carapaça e restantes ossos. E qual não é a minha surpresa, quando já só encontrei o plastrão ainda intacto, ao passo que a carapaça era já só mesmo uma película muito fina. Tudo o resto decompôs-se e serviu de nutrientes para a terra.


Carapaça


Plastrão vista exterior


Plastrão vista interior


Plastrão vista de cima


Plastrão e carapaça


Plastrão e carapaça

Estou em crer que por se tratar de uma tartaruga muito jovem e não ter a estrutura óssea bem formada se decompôs muito mais depressa do que se fosse um animal com dez ou mais anos.
Bom, de qualquer forma espero não ter outra oportunidade para tentar outro método mais eficaz de preservar os restos mortais. Mas fica o exemplo para outras pessoas que o queiram fazer, para umas tartaruga jovem de quatro ou cinco anos, seis meses enterrada é demasiado tempo para se preservar a carapaça do animal.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A quem entregar uma tartaruga?

Seja porque já não têm instalações suficientes para a sua tartaruga aquática, ou porque a vida deu muitas voltas e agora o animal de estimação é um empecilho, ou por outro motivo qualquer, muitas pessoas confrontam-se constantemente com o que fazer com uma tartaruga que já não podem ou não querem ter?

A solução mais evidente para muitas pessoas é pegar no animal e deixá-lo num qualquer curso de água e além de terem o problema resolvido ainda ficam satisfeitas pois acham que acabaram de libertar o Willy!
Só que isso é o que NUNCA se deve fazer em caso algum. Estamos a falar de animais exóticos vorazes que vão prejudicar a nossa fauna, muitas vezes concorrendo diretamente com as nossas espécies de si já ameaçadas por causa da destruição dos seus habitats.

- O que fazer então?

Como é lógico a primeira coisa é procurar junto dos nossos contactos se alguém estaria interessando em ficar com o animal,  e foi assim que, por exemplo, que eu adotei as primeiras tartarugas. E hoje em dia esse trabalho até está muito mais facilitado com o recurso da internet, porque rapidamente as pessoas fazem passar a mensagem por todos os seus amigos e conhecidos nas redes sociais, ou podem colocar um anúncio em sítios de vendas, ou doar num fórum da especialidade onde há sempre alguém interessado em adotar.

- Mas e se mesmo assim não se arranjar quem fique com o animal?

Bom, em último recurso existem sempre entidades oficiais preparadas para o efeito que acolhem os animais. Não são muitos, nem sequer cobrem minimamente todo o território nacional, mas se for o caso também se pode contactar para o Serviço de Proteção  da Natureza e do Ambiente (SEPNA) que eles também encaminharão o animal para um desses centros.

De qualquer das formas aqui ficam os contactos dos Centros de Receção Oficiais onde podem ser entregues as tartarugas exóticas: 

ICNF
secretariado.cd@icnf / 213507900 / Lisboa

RIAS
rias.aldeia@gmail.com / 927659313 /Olhão

Parque Biológico de Gaia
geral@parquebiologico.pt / 227878120 / Gaia

Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
rndsj@aveiro-digital.net / 234831063 / Aveiro

Reserva Natural do Paúl de Arzila
rnpa@icnb,pt / 239980500 / Coimbra

Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António
rnscm@icn.pt / 281510680 / Castro Marim

Reserva Natural do Estuário do Sado
Praça da República / 265541157 / Setúbal

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Descamação perfeita

Já aqui tinha falado sobre a descamação da carapaça, mas nos últimos dias tirei algumas fotografias a uma das tartarugas de manchas vermelhas, que melhor exemplifica como as placas se libertam naturalmente.







sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma aranha entre tartarugas

No início do mês escrevi que tinha apanhado a troosti a comer uma aranha que se passeava por cima da água, mas infelizmente não tinha qualquer registo da coisa.
Hoje, enquanto varria o passeio, que estava cheio de folhas de nespereira, encontrei este bichinho imponente:


Então achei que seria a cobaia ideal para ver o que aconteceria se fosse parar ao lago. E fiz um pequeno vídeo para documentar a coisa: