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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Plastrão - Do milagre ao teste dos borrões

Por estes dias lia a notícia que em Culiacancito, no México, falou-se num milagre de uma tartaruga. Três crianças - será que nesta coisa dos milagres e das aparições têm de meter sempre ao barulho três crianças?! - enquanto andavam a chapinar nuns charcos, encontraram uma tartaruga que trouxeram para casa. Depois de a meterem numa bacia com água e lhe darem comida, ao olharem para o plastrão do animal, de imediato conseguiram ver a Virgem de Guadalupe!


O plastrão (do francês plastron) é a parte inferior da carapaça (ou casco) da tartaruga que protege a zona do ventre. Ora todas as tartarugas têm uma espécie de pintura em forma de manchas escuras, que funcionam como as impressões digitais nos humanos. 

Tal como quando éramos crianças, que olhávamos para o céu para ver o que parecia determinada nuvem, também se olharmos para as manchas das tartarugas, certamente que conseguiremos ver coisas incríveis! 

Até houve um sujeito, de seu nome Rorschach, que com meros borrões de tinta, criou um teste, que vários anos depois da sua morte se tornou muito popular na psicologia, em que basicamente se mostram esses borrões às pessoas, e mediante aquilo que acham que vêem, se analisa a personalidade da pessoa. 

Pegando, a título de exemplo e curiosidade, numa fotografia do plastrão da minha hieroglífica e convertida em borrão:


O que é que vocês vêem aqui? 

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