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domingo, 4 de outubro de 2015

Descoberta tartaruga que brilha no escuro

Pela primeira vez foi descoberto um caso de biofluorescência num réptil e o fenómeno foi descoberto, de forma totalmente acidental, por um investigador da National Geographic quando este fazia um mergulho noturno na esperança de capturar imagens de tubarões biofluorescentes e recifes de corais.

E o caso foi encontrado, precisamente numa tartaruga-de-pente ou tartaruga-de-escamas (Eretmochelys imbricata), nas Ilhas Salomão.


O local onde a tartaruga foi observada é habitado por vários animais que apresentam o mesmo mecanismo biológico, o que levou os peritos a conjecturar que pode tratar-se de um caso de adaptação da espécie no sentido de se camuflar perante os predadores.Como se trata de uma espécie criticamente ameaçada (a população diminuiu em cerca de 90% nas últimas décadas) o espécime não foi estudado cuidadosamente, pelo menos para já.
A biofluorescência ocorre quando um organismo absorve e transforma a luz, a emitindo de volta com uma cor diferente. Não confundir com bioluminescência, vista em algas e algumas medusas, que ocorre quando os animais em si são fontes de luz.


O tipo invulgar de luz só pode ser produzido e visto por seres humanos quando o organismo está sendo iluminado por uma fonte externa, por exemplo, por uma lâmpada.