quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ninho com Dez Ovos

Depois de na segunda-feira ter visto a tartaruga maior a cavar um enorme buraco e de o ter deixado totalmente tapado, quase impercetível de ser  detetado, no dia seguinte resolvi chegar a casa e levantar a terra para ver o que estaria lá dentro, para me começar a habituar a fazê-lo pois, visto que, como contei, tenho agora dois machos.

A terra estava bastante compacta, talvez devido ao facto de ter chovido. Lá fui tirando terra, mas, chegado ao fundo, não encontrei qualquer ovo. Até que, comecei a cavar mais para o lado, e surpresa! Um ovo! e conforme fui tirando mais terra, mais ovos começaram a aparecer, um atrás do outro!

O buraco era bastante grande, e há que ter em conta que foi feito com as patas traseiras, sem a tartaruga ver o que estava a fazer! Mas não foi isso que a impediu de ter feito uma bela obra de engenharia!

Ao todo contei dez ovos! 



E atentem na profundidade do buraco, e não esquecer que, além de profundo, ela cavou para o lado, onde deixou os ovos muito bem escondidos!

E vejam as dimensões do buraco:




De futuro tenho que começar a ter mais atenção a esta questão dos ovos para não correr riscos de ter mais Trachemys em casa, espécie proibida em Portugal e integrada nas 100 piores espécies invasoras do mundo.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Escavações 2019

Nos últimos dias as tartarugas têm andado muito ativas escavando por tudo que é lado. Esta segunda-feira como estive por casa tive oportunidade de ir acompanhando e de vez em quando tirar algumas fotografias. O dia esteve fresco, e as escavações começaram logo pela manhã.








domingo, 2 de junho de 2019

Casal de Tartarugas Para Adoção - Zona de Lisboa

Recebi aqui um contacto no sentido de se tentar  encontrar quem queira adotar casal de tartarugas (que me parecem ser Pseudemys ao contrário do que me foi dito) com cerca de dois anos. A pessoa é da zona de Oeiras mas entrega na grande Lisboa.



Editado: as tartarugas já foram adotadas. 

Qual o Caminho Mais Curto Entre Dois Pontos?



Para uma tartaruga, o caminho mais curto entre dois pontos, é sempre uma reta!

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Adotei um Casal de Trachemys com Vinte Anos

Depois de no ano passado me ter fugido uma tartaruga e ter ficado bastante abatido com a situação, já há algum tempo que eu vinha meditando a eventualidade de vir a adotar mais tartarugas, e essa ideia ganhou ainda mais forma quando recentemente visitei, de novo, o Parque Biológico de Gaia. Lá, voltei a ver as dezenas de tartarugas que têm, e o espaço nem é assim tão maior que o meu, então, pensei, porque não eu adotar mais algumas tartarugas?

Curiosamente, poucas semanas depois, colocaram mais uma oferta para doação de um casal de Trachemys scripta elegans no tópico # A quem entregar uma tartaruga? Solicitei fotografias ao dono e confirmei a espécie. De imediato pensei que poderia adotar uma, mas, por norma, as pessoas, como se compreende, preferem entregar as tartarugas à mesma pessoa. 

O meu receio prendia-se com o facto de colocar um macho junto de quatro fêmeas porque não quero, de todo, que elas procriem. Então acabei a refletir o assunto com a minha amiga Sofia, pessoa mais entendida em animais que eu, e que também tem tartarugas, e o que ela me disse fazia todo o sentido: "já tens um macho no lago, e ainda que seja de outra espécie, também pode casalar. Só tens que controlar os ovos". 

E pronto, lá me decidi. Falei com o José, que é da Maia, e ele disponibilizou-se a vir cá a casa entregar as tartarugas, podendo assim também ver onde iriam passar a ficar. 

Como referi trata-se de um casal, e, como é comum, ela maior, ele mais pequeno, e têm cerca de vinte anos. Apesar da idade são bastante mais pequenas que as minhas, incluindo o macho Pseudemys que terá agora cerca de onze anos.

Cada tartaruga, cada personalidade. A fêmea, mal a coloquei na areia, a sua primeira reação foi de, com as patas da frente, começar a arrastar a areia, como que, tentando conhecer uma nova textura desconhecida para si. Já o macho, mais pequeno, demonstrou mais timidez.

As duas juntaram-se às quatro que já tinha, e não se passou nada de especial. É natural que quem chega seja olhado com alguma curiosidade, mas não mais que isso. 

Ainda não me foi possível tirar fotografias delas, apanhando-as descontraídas. É natural. É preciso ganhar confiança. Já as vi cá por fora a apanhar sol, mas ao mínimo movimento enfiam-de dentro de água. Mesmo o meu macho que já está comigo há sete anos, é agora difícil apanhá-lo cá fora.

Para já aqui ficam as fotografias possíveis, ambas junto da minha tartaruga maior, para se ter a ideia do tamanho. Começando pelo macho que tem cerca de 13cm:




E agora a fêmea, um pouco maior com 17cm: