sexta-feira, 31 de maio de 2019

Adotei um Casal de Trachemys com Vinte Anos

Depois de no ano passado me ter fugido uma tartaruga e ter ficado bastante abatido com a situação, já há algum tempo que eu vinha meditando a eventualidade de vir a adotar mais tartarugas, e essa ideia ganhou ainda mais forma quando recentemente visitei, de novo, o Parque Biológico de Gaia. Lá, voltei a ver as dezenas de tartarugas que têm, e o espaço nem é assim tão maior que o meu, então, pensei, porque não eu adotar mais algumas tartarugas?

Curiosamente, poucas semanas depois, colocaram mais uma oferta para doação de um casal de Trachemys scripta elegans no tópico # A quem entregar uma tartaruga? Solicitei fotografias ao dono e confirmei a espécie. De imediato pensei que poderia adotar uma, mas, por norma, as pessoas, como se compreende, preferem entregar as tartarugas à mesma pessoa. 

O meu receio prendia-se com o facto de colocar um macho junto de quatro fêmeas porque não quero, de todo, que elas procriem. Então acabei a refletir o assunto com a minha amiga Sofia, pessoa mais entendida em animais que eu, e que também tem tartarugas, e o que ela me disse fazia todo o sentido: "já tens um macho no lago, e ainda que seja de outra espécie, também pode casalar. Só tens que controlar os ovos". 

E pronto, lá me decidi. Falei com o José, que é da Maia, e ele disponibilizou-se a vir cá a casa entregar as tartarugas, podendo assim também ver onde iriam passar a ficar. 

Como referi trata-se de um casal, e, como é comum, ela maior, ele mais pequeno, e têm cerca de vinte anos. Apesar da idade são bastante mais pequenas que as minhas, incluindo o macho Pseudemys que terá agora cerca de onze anos.

Cada tartaruga, cada personalidade. A fêmea, mal a coloquei na areia, a sua primeira reação foi de, com as patas da frente, começar a arrastar a areia, como que, tentando conhecer uma nova textura desconhecida para si. Já o macho, mais pequeno, demonstrou mais timidez.

As duas juntaram-se às quatro que já tinha, e não se passou nada de especial. É natural que quem chega seja olhado com alguma curiosidade, mas não mais que isso. 

Ainda não me foi possível tirar fotografias delas, apanhando-as descontraídas. É natural. É preciso ganhar confiança. Já as vi cá por fora a apanhar sol, mas ao mínimo movimento enfiam-de dentro de água. Mesmo o meu macho que já está comigo há sete anos, é agora difícil apanhá-lo cá fora.

Para já aqui ficam as fotografias possíveis, ambas junto da minha tartaruga maior, para se ter a ideia do tamanho. Começando pelo macho que tem cerca de 13cm:




E agora a fêmea, um pouco maior com 17cm:




sábado, 4 de maio de 2019

Solução para Evitar Fugas

Aqui o Plastrão tem andado um pouco ao abandono, primeiro porque já abordei quase todos os temas possíveis relacionados com tartarugas (cágados), depois e mais importante, está a fazer um ano que me fugiu uma das tartarugas e entretanto não apareceu. Há sempre um sentimento de culpa associado e, ainda por cima, foi uma tartaruga que me foi oferecida por uma amiga e tudo isso deixou-me bastante desanimado. 

Quem acompanhou o blogue sabe que coloquei canas a forrar as heras, precisamente para evitar que as tartarugas fugissem. Só que o tempo vai passando, as heras vão saindo para fora, uma pessoa descuida-se e vão ficando ali pontos de apoio por onde as tartarugas, com as suas unhas, podem trepar e fugir. Foi isso que aconteceu. Então, para prevenir esquecimentos, de uma vez por todas, na manutenção do espaço, comprei uma chapa e emendei-a à medida, e coloquei em frente das heras. É amovível e dá para depois tirar e podar as heras, e voltar a colocar, e assim, pelo menos espero, acabam-se definitivamente quaisquer possibilidades de fuga do espaço. 

E a coisa neste momento está assim:




Para quem não sabe, antes, com as canas, ultimamente era assim que estava: