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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Adoção de Corcunda do Mississipi

Como ultimamente tem vindo a acontecer, foi contactado pelo blogue no sentido de ajudar na divulgação com vista a encontrar novo dono para uma tartaruga que já tinha mudado de dono há cerca de um ano. Fui falando com o dono, fiz algumas perguntas, não divulguei de imediato aqui no Plastrão e semanas depois acabei eu mesmo por ficar com ela. 


A pessoa que ma entregou ficou com ela porque soube que uma vizinha, que ia mudar de casa, estava a pensar deixá-la no lago do Parque da Cidade, onde tinha visto outras tartarugas. E ao saber disto prontificou-se a ficar com ela. E há um ano esta Graptemys pseudogeographica cabia na palma da mão, mas como agora se vê, cresceu bastante, motivo pelo quais os donos procuraram alguém que tivesse um lago exterior.

Eu já tinha seis tartarugas, mas sempre achei que sete era um número mais bonito! E ainda por cima esta tartaruga é da mesma espécie da única tartaruga que me apareceu morta no lago. Achei que seria como que repor o que já tive e então, depois de ter tido a preocupação de perguntar pelo tamanho da bicha, resolvi mesmo adotá-la.

O casal teve a preocupação de vir cá a casa ver as condições em que ia ficar e estivemos à conversa uma boa hora. Esta corcunda que por norma é bastante tímida, enquanto os donos cá estiveram, andou sempre a investigar tudo de forma muito curiosa e foi sempre extremamente afável. Comeu  de imediato sem problemas, apesar de estar num ambiente completamente diferente.

Entretanto nestes primeiros dias é difícil vê-la ainda que já a tenha apanhado por diversas vezes cá fora a apanhar sol. Só que, mal me aproximo elas atiram-se todas (menos uma Trachemys) à água, em efeito dominó e não consigo fazer qualquer registo fotográfico. Veremos quando o conseguirei fazer, porque não estando muito por casa torna-se mais complicado elas ganharem a confiança necessária.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Plantas aquáticas no lago - Salvinia sp

A colocação de plantas aquáticas num lago tem várias vantagens, no meu caso quando equacionei colocá-las pensei basicamente em duas coisas. Desde logo as plantas aquáticas iriam proporcionar mais uma fonte de alimento que é permanente, e ainda por cima a Corcunda que pela sua timidez raramente a via a alimentar-se da comida que ficava na água. Por outro lado as plantas aquáticas tinham a vantagem de servir de filtragem natural e absorver alguma da muita matéria orgânica que as tartarugas libertam na água.

Acabei por comprar uns pés de Salvinia sp uma planta flutuante com folhas de um verde claro cheias de reentrâncias e com uma textura que daria um colorido diferente à superfície da água. Creio que foi uma boa escolha, propaga-se muito rapidamente o que é ótimo, e serviram de alimento tanto à Corcunda como à Hieroglíphica que comiam bastante. Já as tartarugas de manchas vermelhas parece que não vão muito à bola com comida vegetariana!







sábado, 16 de fevereiro de 2013

A grande fuga

Até hoje não consegui perceber como é que no verão passado, a tartaruga mais pequena que tenho, a coisinha mais pequenina e mais tímida conseguiu fugir e ir parar ao terreno do vizinho. Certo dia de manhã chega-me lá a casa uma vizinha com a filha a perguntar-me se eu tinha perdido alguma tartaruga. Apanhou-me desprevenido, mas depois mostra-me aquela que é a minha corcunda.
A minha primeira pergunta foi - por onde é que ela conseguiu fugir? E ainda hoje não posso ter certezas, só posso ter suspeitas. O espaço é todo vedado com um muro de 30cm e nem as maiores conseguem escapar, mas avaliando possíveis escapatórias tenho quase a certeza que terá trepado pelas heras que estão agarradas ao muro, que ainda tem rede numa altura que andará à volta dos dois metros. Como conseguiu não sei, mas porque depois de "casa arrombada, trancas na porta" comecei logo por colocar o que tinha à mão, desde tábuas e telhas improvisando, ainda que de forma provisória, para que elas não tivessem qualquer possibilidade de trepar por ali, porque estava claro que era um ponto vulnerável. As tartarugas são obstinadas mas eu também sou, e quando meto uma coisa na cabeça vou até ao fim, e eu estava empenhado em transformar o espaço numa espécie de Alcatraz, em que não voltaria a ser possível alguma tartaruga escapar dali.


Seguidamente explicarei como acho que consegui solucionar esta questão da vulnerabilidade das heras. 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Confiante fora de água II

Se a Hieroglífica pouco mais de um mês depois de a ter recebido já se aventurava cá por fora, com a Corcunda as coisas foram bem mais demoradas, pelo menos na minha presença, e só cerca de um ano depois consegui os primeiros registos fotográficos, a uma boa distância e sem que ela se apercebesse que andava paparazzi por perto. E estas primeiras fotos só foram conseguiram do terreno ao lado de minha casa, junto à rede - lá está só conseguidas mesmo à paparazzi!







Confiante fora de água I

As tartarugas aquáticas são repteis que apesar de viverem a maior parte do tempo debaixo de água - digamos que é o habitat natural, onde se alimentam e se sentem mais à vontade - são animais que como qualquer outro réptil, precisam de se expor ao sol para aquecerem o sangue frio.

Tinha sido no início de maio de 2011 que adotei as duas novas pequenas. A ambientação correu lindamente,  sem qualquer espécie de conflito, mas será sempre preciso algum tempo para que os animais se habituem ao novo espaço, ao novo humano que lhes deita de comer, à mudança de aquário para um lago exterior, no fundo a tudo, porque é todo um admirável mundo novo para elas.

Daí que é preciso dar-lhes tempo para que elas se sintam verdadeiramente em casa. E foi mais de um mês depois que apanhei a Hieroglífica a aventurar-se cá fora sem grande timidez, mas isto foi um processo de conquista de segurança, pois ao início mal ouvia o mínimo ruído, ou mal sentia a minha presença saltava de imediato para a água onde as tartarugas aquáticas se sentem completamente seguras.







O mesmo processo aconteceria com a Corcunda mas foi preciso muito mais tempo - não fosse a corcunda a "rainha da timidez" das tartarugas - mas mais à frente dedicarei uma mensagem só para descrever como se passaram as coisas com este bicho mais antissocial. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A chegada de mais duas tartarugas

Em maio de 2011, depois de ter visto um anúncio de uma pessoa que procurava alguém para ficar com as suas duas tartarugas, preferencialmente alguém que tivesse um lago exterior, refleti na possibilidade de adotar mais algumas tartarugas, visto que o meu espaço era bastante generoso, e de certa forma poderia acolher mais algumas tartarugas e proporcionar-lhes melhores condições.

Respondi ao anúncio e acabei por adotar mais duas tartarugas com cerca de três anos, a mais pequena uma Corcunda do Mississipi ou "Falsa Corcunda" que considero uma designação pouco feliz (Graptemys pseudogeographica pseudogeographica) e uma Tartaruga Hieroglífica (Pseudemys concinna hieroglyfica)
Estão são as primeiras fotografias delas: