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domingo, 4 de agosto de 2019

Os Jacintos Agora Não Duram Muito!

Desde que adotei as últimas duas tartarugas, que os jacintos ( Eichhornia crassipes) não ficam inteiros muitos dias! Não sei se são estas duas últimas tartarugas que são adeptas desta iguaria verde (que por cá se tornou invasora nos nossos rios) se é o macho Pseudemsys (por natureza grande apreciador) ou se até as Trachemys que já tinha há mais tempo também adquiriram um maior gosto por verduras, e na verdade já vi uma ou outra a mordicar. 

Para quem não conhece, os jacintos que vou apanhar ao rio são assim:



Em poucos dias o cenário é este:



domingo, 10 de agosto de 2014

Plantas aquáticas - O filtro natural

Quem vai acompanhando o blogue, sabe que eu não tenho qualquer tipo de filtro no lago, o que implica que, se quiser ter a água limpa, tenha de vazar os 500L, lavar o lago e encher de novo, o que acarreta um gasto considerável. Mas a água suja nunca é desperdiçada porque transfiro-a através de uma bomba, para um depósito que tenho, e que depois servirá para regar as muitas plantas que tenho. Muitas vezes também encho o regador do lago para regar e depois volto a acrescentar mais água da torneira. Mas tudo isto pode ser dispensável se usarmos um filtro natural, que não implica passar cabos, bombas, gasto de eletricidade, etc. E é aí que entram as plantas aquáticas. 

Para conseguirmos manter a água transparente no lago, é necessário existir um equilíbrio entre vida vegetal e animal, se isso não acontecer, a água tornar-se-à turva e mal cheirosa. Ainda por cima as tartarugas no verão comem imenso, e eu tenho cinco tartarugas, que se muito comem também muito sujam, e a água devido à luz e calor, além de muito verde por causa das algas, fica também muito porca e mal cheirosa.

Os responsáveis pela turvação da água são, como referi, as algas, plantas microscópicas que se desenvolvem à luz do sol, e alimentam-se dos sais minerais existentes na água, introduzidos pelos excrementos das tartarugas, e pela decomposição de outras matérias orgânicas como restos de comida, folhas caídas, bocados de plantas aquáticas apodrecidas, etc.

E é aqui que entram as as plantas oxigenadoras. Estas plantas vivem submersas na água, alimentando-se dos tais sais minerais, e por isso impedem que as algas se desenvolvam. Além disso, criam manchas de sombra no lago, e retiram a luz necessária para as algas se desenvolverem. Por outro lado as oxigenadoras captam o dióxido de carbono libertado pelas tartarugas. Em troca, libertam oxigénio na água (daí o seu nome) que fica disponível para ser captado pelos animais. Cria-se assim um ciclo perfeito: as plantas oxigenadoras e os animais aquáticos (tartarugas e peixes se existirem) utilizam reciprocamente os produtos eliminados pelos outros. 

E é por isso que eu gosto do jacinto-de-água (ou aguapé) precisamente por ser uma planta que funciona como filtro natural, capaz de retirar enorme quantidade de nitratos da água, ajudando a torná-la transparente. Quando adicionei os jacintos-de-água a água estava verde e extremamente suja, não a substituí precisamente para testar a eficácia da planta, e os resultados são assinaláveis. 

Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes)


Água do lago depois de filtrada pelas plantas

Como é lógico, não é aconselhável encher todo o lago de plantas aquáticas, porque é preciso deixar uma zona para alimentar as tartarugas, e até para elas se movimentarem com mais facilidade. Eu não cumpri esse requisito porque, como a água estava muito suja, quis mais rapidamente filtrá-la e torná-la mais transparente. Mas o que se aconselha, é deixar metade ou dois terços da superfície da água livre de plantas, mas isto é um pouco senso comum.  






Ainda assim parece-me que os jacintos-de-água estão a resistir bem. Claro que uns quantos levam umas dentadas ou são trepados e atropeladas, e é preciso ir retirando alguns resíduos que ficam a flutuar na água, mas acho que por serem muito altos estão a resistir mais do que esperava, e quem sabe ainda dêem flor no lago. Veremos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Relva ao natural & Introdução do Jacinto-de-água

Há já algum tempo que não atualizo o blogue com novidades, mas estas também não são muitas. Este ano ainda não aparei a relva, ela foi crescendo, e até comecei a gostar daquele ar natural e então deixei ficar assim. A graminha alta tem também outra vantagem, que é, não se danificar tanto com o constante pisoteio das tartarugas que em cima dela passam horas a apanhar sol. Ela simplesmente tomba, mas se estivesse cortada começaria a ficar muito maltratada nas zonas mais pisadas. 




A outra novidade, foi a introdução (finalmente) de plantas aquáticas (além da lentilha-de-água), no caso do Jacinto-de-água ou aguapé (Eichhornia crassipes) planta que aprecio particularmente (apesar de proibida em Portugal) pois além de servir de alimento, é muito boa a filtrar a água e a torná-la mais límpida. Depois de uma primeira tentativa frustrada de os arranjar em Viana do Castelo, na semana passada, e numa visita de médico ao distrito de Aveiro (andei por Ílhavo, Mira  e Aveiro) consegui encontrá-los graças à indicação da Sofia, a antiga dona da troosti, e última tartaruga que adotei.

Foi  primeira vez que vi jacintos-de-água na natureza (planta da Amazónia/Brasil e invasora em Portugal) e de facto é curioso como ficam todos interligados, alguns de tão comprimidos que ficam pelos outros, crescem muito em altura, uns trinta centímetros talvez. Só foi pena que, enquanto andei entretido a pescá-los, não me tivesse lembrado de tirar umas fotografias.

Acabei por não trazer muitos, pois a mala no regresso ainda iria vir carregada de outras coisas, mas já deu para colocar alguns no lago, que ainda não foram devorados/danificados, porque coloquei precisamente os mais altos, para que as bocas das tartarugas não lhes cheguem. Veremos se conseguem sobreviver e propagar-se no lago, algo que duvido seriamente. Entretanto tenho mais uns quantos à parte, para tentar propagar mais, no entanto só os poderei usar no lago este ano, porque até ao momento não tive nenhuma planta que conseguisse sobreviver ao inverno. 












Agarrada aos jacintos-de-água vieram ainda dois pés de uma outra planta aquática, também ela de origem brasileira, e com estatuto de invasora em Portugal, o pinheirinho-de-água (Myriophyllum brasiliense). Coloquei também num recipiente e ver se propaga pois também terá algum interesse em servir de alimento para as tartarugas. 

Alerto também mais uma vez, para a responsabilidade no manuseamento destas plantas aquáticas. Em Portugal são proibidas por serem extremamente invasoras, acho que, apesar de contrário da lei, até é benéfico que retiremos algumas da natureza, no entanto temos de ter todo o cuidado para não irmos criar mais focos de invasão.