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terça-feira, 31 de março de 2015

Pinheirinha também marcha

Hoje pela primeira vez coloquei uns pés de pinheirinha - planta aquática com estatuto de invasora no nosso país - no lago das tartarugas, e de imediato a hieroglifica macho tratou de começar a comer. Ao fim da tarde já não existiam quaisquer vestígios da planta!



Pinheirinha (Myriophyllum aquaticum)

No vídeo podemos ver o macho a tirar-lhe logo a prova!



Entretanto saiu do lago, e levou consigo uma planta às costas!




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Plantas aquáticas - Lentilha-de-água

A Lentilha-de-água (Lemna) é uma planta flutuante minúscula (existem diferentes espécies como a Spirodela que é bem maior) muito utilizada como ornamental em lagos, e pode ser uma fonte de alimento natural, que contém proteínas e gorduras, e que que é particularmente apreciada pelas tartarugas. Eu tenho colocado bastante no lago, e não dura muito tempo, porque principalmente o macho (hieroglifica) gosta muito de a comer, ao passo que as outras senhoras de manchas vermelhas, bem mais velhas, que segundo se diz, conforme vão envelhecendo se tornam grandes apreciadoras de verduras, parece-me que as ignoram. Mas uma coisa é certa, por mais lentilha que lá coloque ela desaparece rapidamente, e não tem tempo de se propagar!

Muitas pessoas não simpatizam muito com a Lentilha-de-água, porque esta se agarra a tudo, incluindo as nossas próprias mãos, e se colocarmos muita quantidade no lago, agarra-se às próprias tartarugas, quando estas saem do lago. Eu gosto desta planta por diferentes motivos, arranja-se facilmente, propaga-se rapidamente, serve de decoração e é uma boa dose de alimento gratuito.  

Hoje apanhei a hieroglifica-macho a devorar grande parte da Lentilha-de-água que tinha colocado. Os ingleses chamam-se "erva-dos-patos"(duckweed) mas eu acho que bem lhe poderiam chamar também "erva-das-tartarugas-aquáticas"! 


No vídeo vê-se também uma tartaruga de manchas vermelhas a comer uns bons bocados (a boca é bem maior também!) mas parece-me que foi um mero reflexo condicionado, do género, se ele está a comer deve ser bom. Ou então estou enganado, e elas até comem bem mais do que eu imagino. Mas ainda assim nada se compare com propensão para a comida vegetariana da hieroglifica!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Hieroglyphica (macho) com as hormonas aos saltos

Não sei se ter quatro fêmeas à disposição faz parte do sonho erótico de qualquer tartaruga macho - ainda por cima devem ser todas virgens! -  mas a verdade é que o pequenote anda a fazer-se, curiosamente à mais velha e à mais nova! Se calhar é fetiche!
Podem-lhe chamar persistente mas cá para mim é um valente chato, elas evitam-no mas ele persegue-as e lá se mete em cima delas no seu estranho ritual de abanar violentamente as patas em volta da cabeça delas, e ainda por cima sai de cima de uma para se meter, logo a seguir, em cima da outra!!




sábado, 11 de maio de 2013

Companhia para as brincadeiras

Agora com a chegada da mais nova tartaruga, o jovem macho arranjou uma nova amiga mais ou menos da idade dele para alinhar em brincadeiras próprias para a idade! 
Claro que estamos sempre a atribuir caraterísticas humanas aos animais, é lógico que as duas pequenas tartarugas não vão jogar ao berlinde, ou jogar à macaca como as crianças! aliás o mais certo é as tartarugas serem animais que passam muito bem sem companhia e sem precisarem de socialização, a não ser, claro, quando procuram reproduzir-se, mas aí o interesse também não será muito na socialização em si!! 
Contudo, e apesar disso, tenho encontrado algumas vezes as duas crianças muito próximas como as fotografias documentam.  



Para já a mais nova continua muito tímida e escondida debaixo de água, exatamente o mesmo processo de conquista de confiança por que passaram todas as outras tartarugas. É normal quando o animal se vê num espaço completamente diferente que precise de tempo para se ambientar e se sentir totalmente confortável, até nós humanos somos assim não é?
Mas por outro lado, a hieroglyphica que já está no lago há dois anos, e que já há muito passou por esse processo, anda também ela agora a precisar novamente de confiança. A minha explicação, e que vale o que vale, ou seja muito pouco, é que  provavelmente depois de seis meses de hibernação, voltou a ser tudo novo, mais ou menos como quando éramos crianças, e que depois das férias grandes ficávamos nervosos por voltar à escola. 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

De olhos bem abertos

Entretanto os tempos de preocupação com a tartaruga mais velha que adotei no outono passado já passaram e parece-me que agora está tudo bem. Há poucos dias coloquei-a definitivamente no lago, e alimenta-se bem, aliás anda sempre atrás de comida, há só um pequeno senão, que é, nem sempre acertar na comida quando a tenta comer, e ainda ontem dei com ela a morder um tronco, o que pode indicar que não está com a visão a 100%, mas é algo que também já vi a pequena hieroglyphica fazer, não acertar bem na comida ao morder. Vou estar atento, mas o pior já ficou para trás. 
Em relação à interação com as restantes tartarugas tudo funciona lindamente e nunca vi quaisquer sinais de conflito.




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pinturas no plastrão ou a impressão digital das tartarugas

Apesar de eu ter duas tartarugas, as que estão comigo há mais tempo, que são muito parecidas, e na verdade eu mesmo quase não as conseguir distinguir,


se formos analisar as pinturas ou manchas do plastrão,  apesar de terem padrões semelhantes que serão comuns a todas as tartarugas da espécie, na verdade conseguimos de imediato ver enormes diferenças, e assim como nos humanos não existem duas impressões digitais iguais, também aqui no caso estou em crer não existirão duas pinturas iguais, no fundo atestando a individualidade de cada ser.  

Se observarmos com atenção as pinturas das minhas três tartarugas de manchas vermelhas conseguiremos facilmente distinguir as três. A do lado esquerdo e a do lado direito são as que estão comigo há mais tempo e são muito parecidas, mas a da direita tem o plastrão quase todo pintado de preto numa mancha uniforme, ao passo que a do lado direito tem uma mancha mais clara e não é uma mancha compacta.
A tartaruga do meio, a mais velha em idade, é que menos mancha preta central tem.



Se formos olhar para as pinturas do plastrão da hieroglyphica de imediato constatamos que o padrão das pinturas nada tem a ver com as de manchas vermelhas porque estamos a falar de espécies diferentes. 


E já agora - acham que é possível adivinhar o futuro das tartarugas pela análise das pinturas do plastrão, tal como as ciganas fazem com as nossas mãos?!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hieroglyphica meio ano depois

Desde meados de setembro que a hieroglyphica não aparecia cá por fora nem a via a alimentar-se. De todas as tartarugas esta foi a primeira a recolher-se dentro do lago preparando-se para a hibernação. Nesta primeira semana de março, apesar dos aguaceiros frequentes, as temperaturas mínimas subiram em torno dos dez graus e talvez tenha sido o suficiente para a incentivar a aventurar-se, ainda que por pouco tempo, cá por fora.





domingo, 17 de fevereiro de 2013

Plantas aquáticas no lago - Salvinia sp

A colocação de plantas aquáticas num lago tem várias vantagens, no meu caso quando equacionei colocá-las pensei basicamente em duas coisas. Desde logo as plantas aquáticas iriam proporcionar mais uma fonte de alimento que é permanente, e ainda por cima a Corcunda que pela sua timidez raramente a via a alimentar-se da comida que ficava na água. Por outro lado as plantas aquáticas tinham a vantagem de servir de filtragem natural e absorver alguma da muita matéria orgânica que as tartarugas libertam na água.

Acabei por comprar uns pés de Salvinia sp uma planta flutuante com folhas de um verde claro cheias de reentrâncias e com uma textura que daria um colorido diferente à superfície da água. Creio que foi uma boa escolha, propaga-se muito rapidamente o que é ótimo, e serviram de alimento tanto à Corcunda como à Hieroglíphica que comiam bastante. Já as tartarugas de manchas vermelhas parece que não vão muito à bola com comida vegetariana!







quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Confiante fora de água I

As tartarugas aquáticas são repteis que apesar de viverem a maior parte do tempo debaixo de água - digamos que é o habitat natural, onde se alimentam e se sentem mais à vontade - são animais que como qualquer outro réptil, precisam de se expor ao sol para aquecerem o sangue frio.

Tinha sido no início de maio de 2011 que adotei as duas novas pequenas. A ambientação correu lindamente,  sem qualquer espécie de conflito, mas será sempre preciso algum tempo para que os animais se habituem ao novo espaço, ao novo humano que lhes deita de comer, à mudança de aquário para um lago exterior, no fundo a tudo, porque é todo um admirável mundo novo para elas.

Daí que é preciso dar-lhes tempo para que elas se sintam verdadeiramente em casa. E foi mais de um mês depois que apanhei a Hieroglífica a aventurar-se cá fora sem grande timidez, mas isto foi um processo de conquista de segurança, pois ao início mal ouvia o mínimo ruído, ou mal sentia a minha presença saltava de imediato para a água onde as tartarugas aquáticas se sentem completamente seguras.







O mesmo processo aconteceria com a Corcunda mas foi preciso muito mais tempo - não fosse a corcunda a "rainha da timidez" das tartarugas - mas mais à frente dedicarei uma mensagem só para descrever como se passaram as coisas com este bicho mais antissocial. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A chegada de mais duas tartarugas

Em maio de 2011, depois de ter visto um anúncio de uma pessoa que procurava alguém para ficar com as suas duas tartarugas, preferencialmente alguém que tivesse um lago exterior, refleti na possibilidade de adotar mais algumas tartarugas, visto que o meu espaço era bastante generoso, e de certa forma poderia acolher mais algumas tartarugas e proporcionar-lhes melhores condições.

Respondi ao anúncio e acabei por adotar mais duas tartarugas com cerca de três anos, a mais pequena uma Corcunda do Mississipi ou "Falsa Corcunda" que considero uma designação pouco feliz (Graptemys pseudogeographica pseudogeographica) e uma Tartaruga Hieroglífica (Pseudemys concinna hieroglyfica)
Estão são as primeiras fotografias delas: