Já tinha lido que as tartarugas de manchas vermelhas (Trachemys Scripta Elegans quando ficam mais velhas gostam muito de verduras. E, de facto, é verdade. É impressionante como deveram as plantas aquáticas e mais, hoje vi-as a comer relva! Depois deitei beldroegas no lago e rapidamente também desapareceram. Bom, são boas notícias, as tartarugas começam a ficar bem mais económicas de manter!
Mostrar mensagens com a etiqueta jacinto-de-água. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jacinto-de-água. Mostrar todas as mensagens
sábado, 1 de julho de 2023
domingo, 4 de agosto de 2019
Os Jacintos Agora Não Duram Muito!
Desde que adotei as últimas duas tartarugas, que os jacintos ( Eichhornia crassipes) não ficam inteiros muitos dias! Não sei se são estas duas últimas tartarugas que são adeptas desta iguaria verde (que por cá se tornou invasora nos nossos rios) se é o macho Pseudemsys (por natureza grande apreciador) ou se até as Trachemys que já tinha há mais tempo também adquiriram um maior gosto por verduras, e na verdade já vi uma ou outra a mordicar.
Para quem não conhece, os jacintos que vou apanhar ao rio são assim:
Em poucos dias o cenário é este:
segunda-feira, 24 de abril de 2017
domingo, 16 de novembro de 2014
Galeria XLI - Intervalo na chuva II
Quase dois meses depois da última mensagem, as novidades são poucas ou nenhumas. Entrou o outono, e passaram-se dois meses, e a chuva continua sem parar, e este ano nem houve lugar para o verão de São Martinho.
O processo de hibernação começou, como é habitual, com a perda de apetite, e com o recolher dentro de água mais tempo, alternado com umas saídas precárias quando as temperaturas sobem um pouco, ou o sol descobre por entre as nuvens negras.
O processo de hibernação começou, como é habitual, com a perda de apetite, e com o recolher dentro de água mais tempo, alternado com umas saídas precárias quando as temperaturas sobem um pouco, ou o sol descobre por entre as nuvens negras.
Ainda assim a vontade de sair não é unânime, e umas preferem ficar no aconchego da água, vindo boiar um pouco e espreitar a vida cá fora.
Por esta altura, os jacintos-de-água já começam a ficar com as folhas acastanhadas, sinal que estão a começar a apodrecer, e que não se aguentarão muito mais tempo, e para o ano lá terei de tratar de ir à natureza arranjar mais alguns para filtrar a água.
Entretanto, e fruto da perda de apetite, e como se pode ver nas imagens acima, a lentilha-de-água começa a conseguir propagar-se, pois a máquina devoradora que é a hieroglifica, deixou de a comer.
E a trachemys que tem a sua carapaça sempre reluzente, tem agora as placas da carapaça a soltarem-se todas.
domingo, 10 de agosto de 2014
Plantas aquáticas - O filtro natural
Quem vai acompanhando o blogue, sabe que eu não tenho qualquer tipo de filtro no lago, o que implica que, se quiser ter a água limpa, tenha de vazar os 500L, lavar o lago e encher de novo, o que acarreta um gasto considerável. Mas a água suja nunca é desperdiçada porque transfiro-a através de uma bomba, para um depósito que tenho, e que depois servirá para regar as muitas plantas que tenho. Muitas vezes também encho o regador do lago para regar e depois volto a acrescentar mais água da torneira. Mas tudo isto pode ser dispensável se usarmos um filtro natural, que não implica passar cabos, bombas, gasto de eletricidade, etc. E é aí que entram as plantas aquáticas.
Para conseguirmos manter a água transparente no lago, é necessário existir um equilíbrio entre vida vegetal e animal, se isso não acontecer, a água tornar-se-à turva e mal cheirosa. Ainda por cima as tartarugas no verão comem imenso, e eu tenho cinco tartarugas, que se muito comem também muito sujam, e a água devido à luz e calor, além de muito verde por causa das algas, fica também muito porca e mal cheirosa.
Os responsáveis pela turvação da água são, como referi, as algas, plantas microscópicas que se desenvolvem à luz do sol, e alimentam-se dos sais minerais existentes na água, introduzidos pelos excrementos das tartarugas, e pela decomposição de outras matérias orgânicas como restos de comida, folhas caídas, bocados de plantas aquáticas apodrecidas, etc.
E é aqui que entram as as plantas oxigenadoras. Estas plantas vivem submersas na água, alimentando-se dos tais sais minerais, e por isso impedem que as algas se desenvolvam. Além disso, criam manchas de sombra no lago, e retiram a luz necessária para as algas se desenvolverem. Por outro lado as oxigenadoras captam o dióxido de carbono libertado pelas tartarugas. Em troca, libertam oxigénio na água (daí o seu nome) que fica disponível para ser captado pelos animais. Cria-se assim um ciclo perfeito: as plantas oxigenadoras e os animais aquáticos (tartarugas e peixes se existirem) utilizam reciprocamente os produtos eliminados pelos outros.
E é por isso que eu gosto do jacinto-de-água (ou aguapé) precisamente por ser uma planta que funciona como filtro natural, capaz de retirar enorme quantidade de nitratos da água, ajudando a torná-la transparente. Quando adicionei os jacintos-de-água a água estava verde e extremamente suja, não a substituí precisamente para testar a eficácia da planta, e os resultados são assinaláveis.
![]() |
| Jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) |
![]() |
| Água do lago depois de filtrada pelas plantas |
Como é lógico, não é aconselhável encher todo o lago de plantas aquáticas, porque é preciso deixar uma zona para alimentar as tartarugas, e até para elas se movimentarem com mais facilidade. Eu não cumpri esse requisito porque, como a água estava muito suja, quis mais rapidamente filtrá-la e torná-la mais transparente. Mas o que se aconselha, é deixar metade ou dois terços da superfície da água livre de plantas, mas isto é um pouco senso comum.
Ainda assim parece-me que os jacintos-de-água estão a resistir bem. Claro que uns quantos levam umas dentadas ou são trepados e atropeladas, e é preciso ir retirando alguns resíduos que ficam a flutuar na água, mas acho que por serem muito altos estão a resistir mais do que esperava, e quem sabe ainda dêem flor no lago. Veremos.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Relva ao natural & Introdução do Jacinto-de-água
Há já algum tempo que não atualizo o blogue com novidades, mas estas também não são muitas. Este ano ainda não aparei a relva, ela foi crescendo, e até comecei a gostar daquele ar natural e então deixei ficar assim. A graminha alta tem também outra vantagem, que é, não se danificar tanto com o constante pisoteio das tartarugas que em cima dela passam horas a apanhar sol. Ela simplesmente tomba, mas se estivesse cortada começaria a ficar muito maltratada nas zonas mais pisadas.
A outra novidade, foi a introdução (finalmente) de plantas aquáticas (além da lentilha-de-água), no caso do Jacinto-de-água ou aguapé (Eichhornia crassipes) planta que aprecio particularmente (apesar de proibida em Portugal) pois além de servir de alimento, é muito boa a filtrar a água e a torná-la mais límpida. Depois de uma primeira tentativa frustrada de os arranjar em Viana do Castelo, na semana passada, e numa visita de médico ao distrito de Aveiro (andei por Ílhavo, Mira e Aveiro) consegui encontrá-los graças à indicação da Sofia, a antiga dona da troosti, e última tartaruga que adotei.
Foi primeira vez que vi jacintos-de-água na natureza (planta da Amazónia/Brasil e invasora em Portugal) e de facto é curioso como ficam todos interligados, alguns de tão comprimidos que ficam pelos outros, crescem muito em altura, uns trinta centímetros talvez. Só foi pena que, enquanto andei entretido a pescá-los, não me tivesse lembrado de tirar umas fotografias.
Acabei por não trazer muitos, pois a mala no regresso ainda iria vir carregada de outras coisas, mas já deu para colocar alguns no lago, que ainda não foram devorados/danificados, porque coloquei precisamente os mais altos, para que as bocas das tartarugas não lhes cheguem. Veremos se conseguem sobreviver e propagar-se no lago, algo que duvido seriamente. Entretanto tenho mais uns quantos à parte, para tentar propagar mais, no entanto só os poderei usar no lago este ano, porque até ao momento não tive nenhuma planta que conseguisse sobreviver ao inverno.
Agarrada aos jacintos-de-água vieram ainda dois pés de uma outra planta aquática, também ela de origem brasileira, e com estatuto de invasora em Portugal, o pinheirinho-de-água (Myriophyllum brasiliense). Coloquei também num recipiente e ver se propaga pois também terá algum interesse em servir de alimento para as tartarugas.
Alerto também mais uma vez, para a responsabilidade no manuseamento destas plantas aquáticas. Em Portugal são proibidas por serem extremamente invasoras, acho que, apesar de contrário da lei, até é benéfico que retiremos algumas da natureza, no entanto temos de ter todo o cuidado para não irmos criar mais focos de invasão.
domingo, 7 de julho de 2013
A fome é o melhor tempero
Há uns dias atrás eu falava que coloquei um jacinto-de-água no lago para ver se as Trachemys lhe pegavam, e à primeira vista parecia que sim mas nos dias seguintes nada se passou, quase que desapareceram as raízes mas já sei que foi a hieroglífica que gosta de as comer, de resto nada de comerem a planta.
Ontem, coloquei também no lago uns quantos pés de salvinia, mas só mesmo a hieroglífica é que de vez em quando lhe vai debicando.
Hoje bem cedo levantei e fui para a praia. Foi só tempo de preparar as coisas e sair, e nem tive tempo sequer de fazer as rotinas diárias como regar o jardim e deitar de comer às tartarugas de manhã, e estas acabaram mesmo só por comer às nove da noite.
Mas qual não foi o meu espanto quando chego ao lago para lhes deitar comida e reparo que todas as plantas aquáticas desapareceram!! E isso não podia ser só responsabilidade da pequena hieroglífica!! É verdade que as tartarugas de manchas vermelhas, pelo menos as minhas, não gostam muito de plantas aquáticas, mas lá está, quando a fome aperta, é ver se a esquisitice não desaparece!
Ontem, coloquei também no lago uns quantos pés de salvinia, mas só mesmo a hieroglífica é que de vez em quando lhe vai debicando.
Hoje bem cedo levantei e fui para a praia. Foi só tempo de preparar as coisas e sair, e nem tive tempo sequer de fazer as rotinas diárias como regar o jardim e deitar de comer às tartarugas de manhã, e estas acabaram mesmo só por comer às nove da noite.
Mas qual não foi o meu espanto quando chego ao lago para lhes deitar comida e reparo que todas as plantas aquáticas desapareceram!! E isso não podia ser só responsabilidade da pequena hieroglífica!! É verdade que as tartarugas de manchas vermelhas, pelo menos as minhas, não gostam muito de plantas aquáticas, mas lá está, quando a fome aperta, é ver se a esquisitice não desaparece!
terça-feira, 2 de julho de 2013
Plantas aquáticas - Jacinto-de-água
Há já uns meses que tinha alguns pés de jacinto-de-água (Eichhornia crassipes) numa bacia para que crescessem, e se possível se multiplicassem, já com a ideia de que servissem no futuro de alimentação para as tartarugas. Esta é uma planta flutuante exótica e altamente invasora, que a partir de uma espécie de rizoma forma umas bolas e folhas esponsosas e umas raízes profundas e vigorosas.
Até agora só tinha experiência com a Salvinia que diga-se acho que só fazia mesmo parte da dieta da hieroglífica, mas para surpresa minha o jacinto-de-água atraiu logo a maior tartaruga de todas que lhe deu logo umas boas dentadas e deixou alguns bocados a flutuar que foram de imediato disputados pelas restantes tartarugas.
Se de facto as Trachemys gostarem tenho de ver se consigo arranjar mais plantas em quantidade, talvez ver se encontro algum sítio onde existam na natureza, mas confirmar primeiro que não foi curiosidade por uma iguaria diferente.
Aproveito também para deixar o alerta que, já desde decreto-lei nº 165 de 22 de abril de 1974, é proibido ter na sua posse, cultivar, multiplicar, transportar, ou vender o jacinto-de-água em todo o território continental e ilhas. Entretanto esta planta aquática encontra-se regulada pelo decreto-lei nº565 de 21 de dezembro de 1999 que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas da flora e da fauna.
Até agora só tinha experiência com a Salvinia que diga-se acho que só fazia mesmo parte da dieta da hieroglífica, mas para surpresa minha o jacinto-de-água atraiu logo a maior tartaruga de todas que lhe deu logo umas boas dentadas e deixou alguns bocados a flutuar que foram de imediato disputados pelas restantes tartarugas.
Se de facto as Trachemys gostarem tenho de ver se consigo arranjar mais plantas em quantidade, talvez ver se encontro algum sítio onde existam na natureza, mas confirmar primeiro que não foi curiosidade por uma iguaria diferente.
Aproveito também para deixar o alerta que, já desde decreto-lei nº 165 de 22 de abril de 1974, é proibido ter na sua posse, cultivar, multiplicar, transportar, ou vender o jacinto-de-água em todo o território continental e ilhas. Entretanto esta planta aquática encontra-se regulada pelo decreto-lei nº565 de 21 de dezembro de 1999 que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas da flora e da fauna.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Manutenção do espaço
Na primavera e verão há sempre mais a fazer que no outono e inverno, porque como é evidente, é na primavera que as plantas começam a crescer, e há relva e heras para cortar, ervas e fetos para arrancar, e por outro lado é quando as bichas mais comem, logo mais sujam a água.
O espaço tem poucos elementos: o lago, a relva (gramínea) que é preciso cortar ao comprimento e delimitar para que não cubra todo o espaço coberto pela areia, e ainda arrancar alguma para a arejar e claro cortar em altura. Tem um cato do lado direito, a gilbardeira do lado esquerdo e as trepadeiras (heras, ficus e jasmim) junto ao muro.
Hoje comecei por mudar a água toda ao lago e não é algo que faça frequentemente, e o principal motivo, é óbvio, é o preço absurdo da água. Por norma faço aquilo que se designa por TPA - Trocas Parciais de Água - e por norma retiro cerca de 150L de água para dois bidões que tenho e já é quase 30% do total da água, e faço-o frequentemente, pois assim reaproveito aquela água suja, mas que é excelente para fertilizar as muitas plantas que tenho.
Hoje comecei por mudar a água toda ao lago e não é algo que faça frequentemente, e o principal motivo, é óbvio, é o preço absurdo da água. Por norma faço aquilo que se designa por TPA - Trocas Parciais de Água - e por norma retiro cerca de 150L de água para dois bidões que tenho e já é quase 30% do total da água, e faço-o frequentemente, pois assim reaproveito aquela água suja, mas que é excelente para fertilizar as muitas plantas que tenho.
Retirei a água/ troncos
Coloquei água limpa/ cortei a relva
Voltei a colocar os troncos
Do lado direito do lago tinha também um jasmim que tinha plantado porque a hera que estava naquele canto estava a crescer muito mais lentamente e então pensei que o jasmim ajudaria a tapar mais rapidamente o espaço, mas entretanto a hera cresceu bem este ano, e já estava um emaranhado de heras com jasmim, e então achei por bem arrancá-lo, mas como o queria aproveitá-lo para outro fim, tive de o arrancar com um torrão relativamente grande para a planta não sentir muito a mudança, tarefa que requereu algum trabalho. Comecei por retirar as canas, abrir uma cova em volta do jasmim e lá consegui retirá-lo.
Por fim faltava tapar o buraco e recolocar as canas no lugar.
Entretanto passei no horto e comprei mais Salvinia sp porque todas as plantas que tinha no ano passado morreram, e estou em crer que deveria tê-las recolhido antes do inverno porque terá sido o frio que fez com que apodrecessem. Comprei umas quantas plantas, e rapidamente se propagarão com grande facilidade. Também coloquei uns pés de jacintos de água (Eichhornia) , veremos se eles se desenvolvem.
Salvinia sp
Subscrever:
Mensagens (Atom)











