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sexta-feira, 1 de março de 2013

Decoração - Próximas mudanças

Depois da trabalheira de colocar as canas em setembro do ano passado, nada de novo aconteceu nestes últimos cinco meses, pelo menos nada que tenha tido a minha intervenção, visto que a natureza, essa tem o condão de dia após dia ir mudando quase que impercetivelmente as coisas, seja na cor das heras que agora em fevereiro recomeçaram a crescer ou no jasmim que está a puxar imensos botões, ou a gilbardeira que está com novos rebentos arroxeados... e essas mudanças só conseguem ser bem notadas quando se comparam fotografias espaçadas no tempo.

Mas como não consigo estar muito tempo sem intervir naquele espaço, que vistas bem as coisas é como que um prolongamento do jardim, já comecei a magicar o que vou fazer em seguida, e a minha ideia será forrar a borda do lago em casca de sobreiro. Porquê? Desde logo porque acho que aquele tipo de lago em pvc a meu ver não está verdadeiramente preparado para tartarugas. Se é verdade que uma tartaruga pequena tem uma enorme facilidade de sair do lago, o mesmo não se passa com as maiores tartarugas que tenho com uma enorme carapaça, que quando colocam as unhas no rebordo plástico o que acontece é que ficam ali a patinar porque a superfície não tem qualquer atrito ou pontos de apoio. Daí que os troncos colocados estrategicamente além de servirem para elas se esticarem ao sol, funcionarem também como pontos de fácil acesso ao exterior. 

Então para iniciar o meu plano de forrar a borda do lago a casca de sobreiro, primeiramente preciso de quê? Casca de sobreiro pois claro! e de preferência sem ter de gastar dinheiro até porque acho que já deu para entender que o que eu gosto é de materiais que não custem um cêntimo! Então arranjei um tronco de um sobreiro que encontrei no monte, deitado abaixo talvez por um tractor dos madeireiros que andaram a cortar pinheiros e eucaliptos aqui na aldeia onde moro, e madeireiros numa floresta são tão delicados com as árvores como um elefante numa loja de porcelanas! 

Trouxe o sobreiro para casa, cortei-o aos bocados e a primeira ideia foi tirar-lhe a casca! Qual quê, aquilo só sai aos bocados, está muito agarrado, o sobreiro ainda era muito novo, e estou em crer que esta altura em que as árvores começam a puxar também não deve ser altura de retirar a cortiça ao sobreiro. Então a ideia será deixar secar a madeira, que ao secar irá encolher e facilitar - digo eu - para que depois a casca saia mais ou menos direitinha, para depois arranjar forma de a colar ao pvc. Está tudo na teoria, mais à frente veremos se se irá concretizar na prática. 

Entretanto e para já peguei em alguns bocados e coloquei no lago. 





sábado, 16 de fevereiro de 2013

Decoração IV - As canas

Depois do episódio da grande fuga tinha agora um problema em mãos - como impedir as tartarugas de poderem escapar trepando pelas heras? Não queria que aquela solução das tábuas e das telhas que resolveu o problema no imediato se perpetuasse porque era algo muito inestético.

Se por um lado as heras, que tinham crescido bastante desde o momento em que as plantei em 2009 e tinham pintado agora o muro de verde e proporcionavam a privacidade desejada, por outro poderiam ser aproveitadas como acesso mais ou menos fácil para que uma tartaruga trepasse o muro de heras e saltasse para o terreno ao lado.

Desde logo a minha ideia foi colocar algo liso, ou que não permitisse apoio para subir e encostar às heras. E surgiu-me a ideia de colocar canas (Arundo donax L.). Não faltam canas em Portugal, há-as em todo o lado, é uma praga infestante que aparece muito junto a rios ou cursos de água. Desde logo seria uma solução interessante porque seria económica, totalmente de borla uma vez que o material tinha quanto quisesse e o trabalho seria feito por mim. Soluções económicas nos tempos que correm não são de desprezar. Comecei então por ir às canas com um serrote de cortar ferro e qual madeireiro deitei abaixo as canas mais grossas e mais velhas que encontrei, cortei-as mais ou menos com a medida desejada e retirei-lhes a casca, e comecei a colocá-las para ver se iria resultar esteticamente.

As primeiras 29 canas e a coisa ficava assim:


Preferi colocá-las umas mais altas e outras mais baixas, achei que resultaria melhor do que tentar deixá.las todas com a mesma altura. Se 29 canas e só tinha aquele bocado, já dá para imaginar a enorme quantidade de canas que seriam precisas para o trabalho estar feito! Mas eu sou persistente, e quanto mais canas cortava e colocava no sítio menos faltavam para o trabalho ficar pronto:



E estava o trabalho feito, que diga-se que acho que resultou bastante bem, pelo menos esteticamente, a resultar havia criado uma espécie de Alcatraz de canas!


Pouco tempo depois as canas começaram a adquirir uma tonalidade avermelhada que se manteria por algum tempo até que começariam a adquirir a sua tonalidade normal, o amarelo. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Decoração III

Depois de várias mudanças na disposição dos troncos, acabei por colocar algumas pedras em granito em volta do lago, mas também não iria resultar como esperava...






A areia continuava a sumir-se junto ao lago, e as tartarugas ao vir cá para fora e voltar também continuavam a arrastar areia para dentro do lago. E foi então que tive a ideia de plantar relva à volta do lago, as raízes da relva iriam fixar a terra junto ao lago, e depois quando a relva crescesse iria servir de tapete e limpar o plastrão das tartarugas quando elas quisessem voltar para a água. Então retirei a camada de areia e cavei  um pouco em profundidade e com cerca de doze centímetros de largura e coloquei um substrato feito por mim, uma mistura de turfa com composto orgânico (resultado da compostagem caseira) e nivelei até areia, e plantei então a relva.


Cinco meses após a plantação, aquilo que antes tinha seixos redondos e pedras de granito, tinha agora pintado de verde e fiquei desta feita minimamente satisfeito com o resultado final



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Decoração II

Quando coloquei o lago, no espaço existiam unicamente dois motivos decorativos: uma pequena gilbardeira (Ruscus aculeatus L. ) planta autóctone e que ainda se encontra espontaneamente aqui na zona onde vivo, e um cato que ainda não consegui saber qual a espécie mas que agora tem crescido bem e está a ficar cada vez mais imponente.

De resto todo o espaço era como que uma tela em branco para eu pintar. Em 2009 comecei por plantar três heras de espécies diferentes, duas nos cantos e uma a meio. As heras são plantas trepadeiras que têm a particularidade de se colarem aos muros com as suas raízes aéreas e dão um efeito muito decorativo, demoram algum tempo a crescer, é verdade, mas o resultado depois compensa a espera.

Fazendo a revisão dos elementos decorativos, temos então em 2010 um espaço cheio de ervas, principalmente beldroegas, à esquerda a gilbardeira, do lado direito o cato. No meio a hera que ainda não chegou ao topo do muro, e no canto direito uma hera que nem se distingue das ervas:



Após a colocação do lago a única diferença é que as ervas foram agora substituídas por um imenso areal



Depois coloquei um amontoado de pedras ...


... e vieram os troncos e não arranquei alguns fetos que ali nascem para experimentar que tal ficaria um pouco de verde no espaço.


E muitas mais mudanças iriam acontecer, mais pedras, menos pedras, mais troncos, mudar os troncos de sítios, a pintura ia levando cada vez mais pinceladas mas o quadro ainda muito longe de ficar concluído...


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Decoração I

Depois de instalado o lago, de retirado todo aquele volume de terra e nivelada a superfície seria preciso usar a imaginação e tornar o espaço, por um lado funcional para as tartarugas, - o mais importante - porque afinal são elas que usufruem verdadeiramente do espaço, mas por outro, criar uma certa harmonia aos olhos humanos.

Comecei por colocar umas pedras redondas em volta do lado, algo que me pareceu demasiado comum, mas tinha de começar por algum lado não era?



Uns meses depois, comprei uma carga de areia fina para deitar por cima de alguma areia que tinha, mas agora sim ficaria com uma boa altura de areia. Acho que a areia dá um ar agradável e é funcional, porque em junho as tartarugas andam todas malucas com a postura dos ovos e escavam em todo o lado.



Mas a decoração estaria bem longe de ficar por aqui. Muitas mudanças se seguiriam.