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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Hibernação quase no fim

Este domingo, depois de observar as tartarugas mais velhas cá fora, e a troosti bastante ativa dentro de água, resolvi atirar um pouco de comida para o lago, e a tartaruga mais velha comeu, ainda que o fizesse muito lentamente. E depois a própria troosti também deu umas bicadas. E isto é sinal evidente que o fim da hibernação está próximo, apesar de, como é lógico, tudo girar sempre em torno das temperaturas.

Mas é inequívoco que as tartarugas andam bem mais despertas. Hoje encontrei de novo as mais velhas cá fora, ao sol, e as mais pequenas sempre muito ativas.









quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Retrospetiva de um ano de blogue

Pois é, este meu humilde espaço, 142 mensagens depois, está de parabéns. Passou um ano desde a primeira publicação. Um ano que passou muito depressa. Não foi propriamente um sucesso de visitas e seguidores, e seria quase impossível que o pudesse ser, pois não tem tem quase nenhuma divulgação, e eu ainda por cima nem sequer estou nas redes sociais. Ainda assim se calhar esperava mais comentários. Mas também nunca foi isso que pretendi. É essencialmente um espaço de memória, de recordar um pouco a história das primeiras adoções, e da evolução do espaço que lhes destinei, e depois ir fazendo uma espécie de diário do que vai acontecendo. E claro, pelo meio, de vez em quando, vou refletindo sobre diversos assuntos ligado ao tema tartarugas.

Se ao início estava muito receoso em começar uma coisa destas, pois este foi o meu primeiro blogue (depois dois se seguiriam) e confesso que rapidamente comecei a ter um gozo especial por ir publicando mensagem atrás de mensagem. Primeiro comecei de forma mais descritiva e até mais formal, e entretanto acho que naturalmente encontrei o tom certo para o "Plastrão". Adotei uma postura mais leve e descontraída e tentei ir dando um toque de humor.

O blogue começou também a viver essencialmente das fotografias que ia tirando e que ilustravam os acontecimentos. Claro que nem sempre é fácil conseguir imagens diferentes, e não me tornar repetitivo, porque as tartarugas são sempre as mesmas e o espaço também pouco vai mudando. Entretanto fui experimentando também alguns vídeos, algo a experimentar mais vezes no futuro. 

Fazendo uma breve retrospetiva do último ano, diria que a das grandes modificações que fiz no espaço, e que gostei do resultado final foi o uso das canas, para impedir que as tartarugas trepassem as heras.

Colocação das canas (ainda verdes na foto)  resultado final 
Mas já sei, que será coisa que necessitará de manutenção no futuro, como substituir algumas canas que poderão apodrecer, e claro, ir limitando o crescimento das heras através de podas. 

A adoção de mais uma tartaruga, que em princípio terá sido a última, foi outra das coisas que marcou o último ano. 
Última adoção - Trachemys scripa elegans 
Desde logo porque tinha vinte e três anos, bem mais velha que as mais velhas que eu já tinha, e depois por causa dos problemas de saúde que veio a ter, e que estou em crer que em parte foi da minha responsabilidade, por não ter tido a devida atenção com uma tartaruga que vinha de um aquário. 

O triste acontecimento, e está a fazer um ano que aconteceu, foi a morte da corcunda, presumindo eu que tenha sido por deficiente alimentação, mas isso também é estranho, tendo ela sobrevivido à hibernação anterior, e sem as plantas aquáticas que agora tinha à disposição.

Depois, uma curiosidade. Na primavera do ano passado estive em Castro Laboreiro e pude ver de perto uma formação rochosa que dá a nítida sensação de ser uma tartaruga a caminhar pela encosta.

Formação rochosa em forma de tartaruga - Castro Laboreiro
Inquestionavelmente, o momento mais insólito foi quando consegui filmar uma das tartarugas a trepar a gilbardeira (que este ano já não terá) e depois a atirar-se lá de cima. 


Pela sua raridade, a fotografia que elejo como a melhor do último ano, foi quando apanhei uma vespa a beber das lágrimas de uma tartaruga. 

Vespa a beber das lágrimas da tartaruga

Outro dos momentos marcantes, foi quando, pela primeira vez, encontrei o jovem macho a acasalar com a tartaruga mais velha.

Acasalar

No que se refere à manutenção, o segundo momento mais marcante, foi quando decidi arrancar a gilbardeira, não tanto para evitar as aventuras da tartaruga que muito gostava de a escalar, mas porque estava  a crescer e a sombrear o lago em demasiada. Plantei outra no mesmo local, mas que ainda demorará muitos anos a ficar de igual tamanho, se é que conseguirá mesmo atingir aquelas proporções.

Retirada da gilbardeira

E estou em crer que estes foram os momentos mais marcantes do ano que passou. Para quem chega e descobre o blogue por alguma pesquisa que fez, se tiver paciência pode sempre passar no arquivo, que está organizado de forma cronológica, do mais antigo para o mais recente, e acompanhar toda a história. Quem quiser ir acompanhado o que vou escrevendo, pode seguir o blogue, ou então ir fazendo uma visita de vez em quando. Os comentários também serão sempre bem-vindos. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Engano comum

As tartarugas são répteis, mas muitas pessoas pensam, erradamente, que se trata de anfíbios. Confusão, muito bem esclarecida no filme de animação Over The Edge (2006), no português Pular a cerca. Em vários momentos ao longo do filme, podemos observar várias cenas, relembrando isso mesmo, que: "as tartarugas são répteis" e não anfíbios.