segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tartarugas em sítios improváveis II - Aveiro

No verão de 2010 estive em Aveiro, passeei pela cidade, comi os famosos ovos moles e ainda andei de moliceiro pela primeira vez. Uma das visitas quase que obrigatórias seria passear pelo Parque Municipal. Andei por lá a passear em boa companhia naquele jardim muito aprazível, com muitas árvores em volta de um grande lago. 

Depois a conversa continuou mas agora num banco de jardim junto ao lago do parque, quando de repente vislumbro algo a deslocar-se rapidamente à superfície da água, e não seria certamente um crocodilo!
Fui ver, e era mesmo uma enorme tartaruga que por ali se passeava, e depois fiquei a saber que por ali andavam muitas mais. 

Ontem estive lá de novo - e na próxima mensagem explicarei melhor porquê - e desta vez já andei especificamente à procura delas, das tartarugas, mas só vi duas que estavam a apanhar sol, e fica a dúvida se elas agora andarão por lá em menor número. 

Zona da gruta

Lago 



Duas tartarugas, uma de cada lado 




Comida não falta, é preciso é nadar atrás dela!



Tartarugas em sítios improváveis I

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pinturas no plastrão ou a impressão digital das tartarugas

Apesar de eu ter duas tartarugas, as que estão comigo há mais tempo, que são muito parecidas, e na verdade eu mesmo quase não as conseguir distinguir,


se formos analisar as pinturas ou manchas do plastrão,  apesar de terem padrões semelhantes que serão comuns a todas as tartarugas da espécie, na verdade conseguimos de imediato ver enormes diferenças, e assim como nos humanos não existem duas impressões digitais iguais, também aqui no caso estou em crer não existirão duas pinturas iguais, no fundo atestando a individualidade de cada ser.  

Se observarmos com atenção as pinturas das minhas três tartarugas de manchas vermelhas conseguiremos facilmente distinguir as três. A do lado esquerdo e a do lado direito são as que estão comigo há mais tempo e são muito parecidas, mas a da direita tem o plastrão quase todo pintado de preto numa mancha uniforme, ao passo que a do lado direito tem uma mancha mais clara e não é uma mancha compacta.
A tartaruga do meio, a mais velha em idade, é que menos mancha preta central tem.



Se formos olhar para as pinturas do plastrão da hieroglyphica de imediato constatamos que o padrão das pinturas nada tem a ver com as de manchas vermelhas porque estamos a falar de espécies diferentes. 


E já agora - acham que é possível adivinhar o futuro das tartarugas pela análise das pinturas do plastrão, tal como as ciganas fazem com as nossas mãos?!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tartaruga em granito esculpida pela natureza

Por estes dias andei pelo Gerês a passear e fiquei hospedado em Castro Laboreiro com vista privilegiada para o castelo, em tempos conquistado por Dom Afonso Henriques, ou para aquilo que ainda resta dele, que são basicamente ruínas.
Cheguei, pousei os sacos e de imediato abri as janelas e desfrutei da vista em volta e de imediato olho para um grande penedo que se destacava e disse "olha ali uma tartaruga"! e de imediato tirei estas fotografias:

 



Ao longe, talvez a uns 300 ou 400 metros eu conseguia distinguir perfeitamente a silhueta de uma tartaruga, a cabeça, a carapaça, as patitas à frente, e a cauda arredondada, tudo numa escala perfeita. Mas como eu sou suspeito, fiquei a pensar que provavelmente aquilo seria coisa da minha cabeça, já vejo tartarugas em todo o lado! e na volta só eu é que olhei para aquele enorme penedo de granito e lhe atribuí a forma de uma tartaruga, mais ou menos como quem olha para as nuvens ou para o teste de borrões de Rorschach e cada pessoa vê uma coisa diferente!

Mas depois do jantar, e já com a barriga bem cheia, retirei uma brochura com publicidade ao restaurante que continha fotografias das especialidades da casa, como o cabrito do monte ou o bacalhau com broa ou à Alvarinho, e eis senão quando aparece uma página só com referência ao penedo-tartaruga! Afinal não era coisa da minha cabeça! 



Então quando fui ao posto de turismo, aproveitei e questionei também sobre a tal tartaruga de granito e foi-me dito que aquilo é tudo natural, uma formação rochosa que ficou com aquele formato só por ação da natureza.

Já no último dia, e antes de vir embora, e já depois de ter subido lá cima ao castelo no dia anterior! - e aquilo ainda custa um bocadinho - fui por outro caminho, este bem mais fácil e rápido, que dava diretamente ao local onde estava a dita cuja só para tirar mais umas quantas fotografias de perto para recordar o momento e depois partilhar aqui no Plastrão.