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sábado, 16 de fevereiro de 2013

A grande fuga

Até hoje não consegui perceber como é que no verão passado, a tartaruga mais pequena que tenho, a coisinha mais pequenina e mais tímida conseguiu fugir e ir parar ao terreno do vizinho. Certo dia de manhã chega-me lá a casa uma vizinha com a filha a perguntar-me se eu tinha perdido alguma tartaruga. Apanhou-me desprevenido, mas depois mostra-me aquela que é a minha corcunda.
A minha primeira pergunta foi - por onde é que ela conseguiu fugir? E ainda hoje não posso ter certezas, só posso ter suspeitas. O espaço é todo vedado com um muro de 30cm e nem as maiores conseguem escapar, mas avaliando possíveis escapatórias tenho quase a certeza que terá trepado pelas heras que estão agarradas ao muro, que ainda tem rede numa altura que andará à volta dos dois metros. Como conseguiu não sei, mas porque depois de "casa arrombada, trancas na porta" comecei logo por colocar o que tinha à mão, desde tábuas e telhas improvisando, ainda que de forma provisória, para que elas não tivessem qualquer possibilidade de trepar por ali, porque estava claro que era um ponto vulnerável. As tartarugas são obstinadas mas eu também sou, e quando meto uma coisa na cabeça vou até ao fim, e eu estava empenhado em transformar o espaço numa espécie de Alcatraz, em que não voltaria a ser possível alguma tartaruga escapar dali.


Seguidamente explicarei como acho que consegui solucionar esta questão da vulnerabilidade das heras. 


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